Memória e Futuro

“Um povo sem memória é um povo sem história e um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. É citando a historiadora Emilia Viotti, que a Prefeitura de Suzano, através da Secretaria Municipal da Cultura apresenta o site “Memória e Futuro – Suzano” serviço público  de pesquisa, salvaguarda e difusão da memória do povo e instituições que compõem esta cidade. No ano em que Suzano celebra sete décadas de emancipação, de construção e reconstrução, a população desta cidade e qualquer cidadão do mundo, desta época e gerações futuras, passam a ter um instrumento de consulta e construção coletiva da história que se deu e se dá sobre este território.
Por meio desse canal virtual, os interessados poderão consultar imagens, documentos e outros arquivos que antes estavam dispersos em acervos pessoais e de instituições, poderão visitar virtualmente o Casarão da Memória, acessar a agenda cultural do município, conhecer melhor os pontos turísticos de interesse histórico e festas tradicionais da cidade, fazer contribuições à construção da memória do município por meio de relatos, depoimentos e cessões de imagens.
O site “Memória e Futuro Suzano” é uma iniciativa que visa também fortalecer a identidade e o pertencimento dos cidadãos desta cidade, que vem sendo construída pelos mais diversos povos: dos indígenas que neste território habitavam, pelos primeiros europeus que aqui se fixaram, pelas importantes colônias japonesa, portuguesa, italiana, libanesa e de outras etnias, sem deixar de mencionar os migrantes nordestinos e nortistas que dão identidade a este município.
Para termos um relato mais preciso de nossa história existem ainda muitas lacunas a serem preenchidas…esperamos que juntos possamos preenchê-las.

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Secretaria de Cultura da Prefeitura de Suzano

Nasce uma cidade

Viviam no território de Suzano os índios guaianás. Outras tribos, de tempos em tempos, passavam por aqui. Com a chegada dos colonizadores, os índios foram expulsos e as terras, ocupadas.

Desde o século XVI, o local onde hoje está situado o município de Suzano já era conhecido.
Incursões à caça e a busca por ouro já ocorriam com a vinda de pessoas do Litoral, da então vila de São Vicente (fundada em 1532). Depois, já com os povoados de São Paulo de
Piratininga, São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba, a região foi se tornando mais explorada.

Em documento de delimitação de uma nova vila, conhecida por Mogi das Cruzes, em 1663, é citada a “Estrada Real do Guaió”, por onde passariam todos os que viessem do Litoral ou de São Paulo para essa vila. A estrada deveria passar ao sul do atual município de Suzano, percorrendo a passagem entre os rios Guaió e Taiaçupeba Mirim. Nessa região, vieram a ser descobertos veios de ouro, que adquiriram significativa relevância, sendo no tempo consideradas as lavras auríferas mais importantes da Capitania.

 

Nesse percurso da Estrada Real do Guaió, próximo à cabeceira do rio Taiaçupeba Mirim, uma paragem se tornou conhecida desde os fins do século XVII. O local passou a receber mais gente e se tornou um núcleo populacional conhecido por Taiaçupeba.

Na segunda metade do século XVIII, já era identificada na comunidade a liderança do rico proprietário Antonio Francisco Baruel. É dessa época que o local, antes conhecido por Taiaçupeba, passa a ser denominado pelo sobrenome de seu mais importante proprietário, Baruel. Cerca de um século depois, a família desse nome desaparece da região, mas o local fica para sempre conhecido por esta denominação.

Na segunda metade do século XIX, a comunidade do Baruel aguardava a passagem da estrada de ferro por ali. Com um movimento crescente de treze casas comerciais no local, a população conseguiu a instalação da primeira escola da região- uma classe de meninos, junto à Capela de Nossa Senhora da Piedade, em 28 de março de 1870.

Contudo, em 1873, a ligação ferroviária entre Rio de Janeiro e São Paulo, pela Companhia Ferrocarril, provocou uma alteração radical e definitiva no centro populacional da
comunidade. O trecho ferroviário entre São Paulo e Mogi das Cruzes foi inaugurado em 6 de novembro de 1875, com uma parada na região de Guaianases. Bem no centro dos oito
quilômetros de ferrovia que cortam o atual território de Suzano, entre os rios Guaió e Taiaçupeba Açu, conhecido como Campos de Mirambava, foi construída uma segunda parada
para o embarque de lenha. Essa parada foi denominada Piedade, em razão da proximidade (dez quilômetros ao sul) e da importância do vilarejo de Baruel, com sua Capela à Nossa
Senhora da Piedade.

Foi junto à Parada Piedade que o jovem feitor da ferrovia, Antônio Marques Figueira, construiu sua casa- a primeira do local, finalizada em 22 de maio de 1885. Figueira se reuniu a outros proprietários da região, como o Major Francisco Pinheiro Froez, dono das Fazendas Boa Vista e Revista; o Major Guilherme Boucault, líder político de Mogi das Cruzes, e o Conde João Romariz, proprietário da fazenda que se localizava onde hoje é o bairro da Vila Amorim. O grupo visava fundar um arruamento junto à Parada Piedade. Romariz fez o desenho da futura Vila da Concórdia, que foi aprovado em 11 de dezembro de 1890, pelo novo Governo Republicano.

Depois da encampação da Ferrocarril pela Estrada de Ferro Central do Brasil, em 11 de abril de 1891, o povo local conseguiu com que no lugar da humilde parada fosse inaugurada a Estação Piedade. Já em 1894, foi inaugurado o Posto Telegráfico.

Entrando no século XX, a pequena estação de madeira mostrava sinais de precariedade e os trens deixaram de demandar lenha. O povo temia o pior, a desativação da estação. Os líderes locais foram então solicitar ao engenheiro da ferrovia, residente em Mogi das Cruzes, que construísse uma estação de alvenaria. O engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão autorizou a construção que, em 22 de dezembro de 1907, teve em sua homenagem a troca da placa de Estação Piedade para Suzano. Mas foi só a 11 de dezembro de 1908, dezoito anos depois da fundação, que a Vila da Concórdia passou a se chamar definitivamente Suzano.

Com o crescimento natural, em 17 de dezembro de 1919, pela Lei Estadual nº 1.705, promulgada pelo então presidente do Estado, Altino Arantes, a Vila de Suzano se tornou
Distrito de Mogi das Cruzes. Mas o ato oficial só ocorreu efetivamente em 4 de maio de 1920, depois da nomeação do sub-prefeito Antonio José da Costa Conceição, ocorrida três dias antes. A criação da Paróquia de Suzano, apesar da tradição religiosa de seu povo, só se concretizou em 8 de dezembro de 1940, por decisão do arcebispo de São Paulo dom José Gaspar de Affonseca e Silva.

No entanto, depois de muita luta e determinação de seus líderes, Suzano finalmente conseguiu sua autonomia em 24 de dezembro de 1948, com a promulgação da lei Estadual nº 233, assinada pelo então governador do Estado, Adhemar de Barros. As eleições para os primeiros vereadores e prefeito foi realizada em 13 de março de 1949. A posse deles foi realizada no Cine Suzano, localizado na Praça João Pessoa, em 2 de abril de 1949. Essa foi a data escolhida posteriormente para as comemorações de aniversário da cidade.

A criação da Comarca de Suzano ocorreu pela Lei Estadual nº 5.285, sancionada em 31 de dezembro de 1958, mas promulgada apenas em 18 de fevereiro de 1959, pelo então governador do Estado, Jânio da Silva Quadros, sendo que a instalação só ocorreu em 25 de maio de 1962, tendo José Dourador como o primeiro magistrado.

Fonte:http://www.camarasuzano.sp.gov.br/historiasuzano/#intro

 

 

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Festa do Baruel

Estrada Baruel Goiabeira, 201-207 - Baruel, Suzano - SP

Templo Budista Nambei Shingonshu Daigozan Jomyoji

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